Introdução: A traqueobroncomalácia grave compromete a função respiratória e a qualidade de vida devido ao colapso excessivo das vias aéreas centrais. A traqueobroncoplastia, especialmente assistida por robótica, emerge como uma intervenção promissora para corrigir essa condição, mas seus desfechos a longo prazo requerem avaliação detalhada. Objetivo: Analisar os efeitos da traqueobroncoplastia na função pulmonar, sintomas respiratórios e qualidade de vida em pacientes com colapso central severo das vias aéreas. Métodos: Revisão integrativa de três estudos publicados entre 2022 e 2023, identificados no PubMed com os termos "Tracheobronchoplasty" ou "Traqueobroncoplastia" no título, filtrados por 5 anos. Foram avaliados parâmetros espirométricos (FEV1, FVC, PEF), questionários de qualidade de vida (SGRQ, CQLQ) e testes funcionais (6MWT) em pacientes submetidos à traqueobroncoplastia robótica ou convencional. Resultados: A traqueobroncoplastia reduziu o colapso expiratório das vias aéreas em até 40% no ano 1 pós-operatório (p<0,001). O FEV1 percentual previsto aumentou significativamente em 16 meses (média pré: 76,76% vs. pós: 83%, p=0,002) e em subgrupos com obstrução moderada (63,91% vs. 73%, p=0,001) e severa (44% vs. 57%, p=0,007). A capacidade vital forçada (FVC) subiu de 68,5% para 80,63% (p<0,001) em 29 meses. O escore SGRQ caiu 44% (74,7 vs. 41,8, p<0,001) em 5 anos, e o CQLQ melhorou 39% (78 vs. 47, p<0,001). O teste de caminhada de 6 minutos aumentou de 1079 para 1268 pés (p<0,001) em 5 anos. Conclusão: A traqueobroncoplastia melhora significativamente a função pulmonar, reduz sintomas respiratórios e eleva a qualidade de vida em pacientes com traqueobroncomalácia severa. A durabilidade dos benefícios até 5 anos destaca seu impacto positivo, sugerindo sua relevância como tratamento padrão em casos selecionados. A técnica robótica e a toracoscópica assistida por robô mostram-se como abordagens promissoras e duráveis, sendo necessária a realização de estudos de longo prazo para consolidar sua eficácia.
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